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PRODUTOS

Bula do Bonviva 150 Mg caixa com 1 comprimido


Dica de compra
BONVIVA® (IBANDRONATO DE SÓDIO)

Drogas para tratamento de doenças ósseas
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome do produto: Bonviva®
Nome genérico: ibandronato de sódio
Forma farmacêutica, via de administração e apresentação
Comprimidos revestidos de 150 mg. Uso oral. Caixa com 1 comprimido.
USO ADULTO
Composição
Cada comprimido de 150 mg contém:
Princípio ativo: ibandronato de sódio monoidratado 168,75 mg, equivalente a 150 mg de ácido ibandrônico.
Excipientes: Lactose monoidratada, povidona, celulose microcristalina, crospovidona, ácido esteárico purificado, sílica
gel anidra. Revestimento: hipromelose, dióxido de titânio, talco, macrogol 6.000.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo. Caso não esteja seguro a respeito de algum
item, consulte seu médico.
1. AÇÃO DO MEDICAMENTO
Bonviva® (ibandronato de sódio) é um medicamento usado para tratar a osteoporose em mulheres após a
menopausa. O princípio ativo de Bonviva® é o ibandronato de sódio, uma substância altamente potente que age
seletivamente nos ossos inibindo a atividade das células que destroem o tecido ósseo. Assim, Bonviva® (ibandronato
de sódio) é um medicamento que inibe a reabsorção do tecido ósseo causadora da fragilidade dos ossos
(osteoporose) e que ocorre principalmente na mulher na pós-menopausa. Após ingestão do comprimido em jejum, o
medicamento é rapidamente absorvido para o sangue, atingindo a concentração máxima após 30 minutos a 2 horas
(em média, 1 hora). Cerca de 40-50% da dose absorvida é seqüestrada pelos ossos. A diminuição das substâncias
consideradas como marcadores bioquímicos da reabsorção óssea é observada dentro de sete dias após o início do
tratamento.
Este medicamento pode reverter a perda óssea através da inibição da reabsorção óssea e do aumento da massa
óssea, mesmo que você não sinta ou perceba uma diferença, ajudando-a a reduzir as chances de sofrer fraturas
decorrentes da osteoporose pós-menopausa.
2. INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg é indicado para tratamento da osteoporose pós-menopausa, com a
finalidade de reduzir o risco de fraturas vertebrais.
3. RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Bonviva® (ibandronato de sódio) é contra-indicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade (alergia) ao
ibandronato de sódio ou aos demais componentes da fórmula do produto e em pacientes com hipocalcemia não
corrigida.
Advertências
− Antes de iniciar o tratamento com Bonviva® (ibandronato de sódio), deve-se tratar a deficiência de cálcio e
outros distúrbios do metabolismo ósseo e mineral. A ingestão adequada de cálcio e vitamina D é importante
em todos os pacientes. Portanto, os pacientes devem receber suplemento de cálcio e vitamina D se a ingestão
pela dieta for insuficiente.
− Os bisfosfonatos em geral podem causar irritação no esôfago e no estômago, podendo ocorrer dificuldade
para engolir o comprimido, queimação no esôfago e úlceras no esôfago e estômago. Os pacientes devem
prestar especial atenção e serem capazes de seguir as instruções de administração e modo de usar do
medicamento.
− Se aparecerem sintomas de irritação no esôfago, tais como dor para engolir, dor no peito ou queimação no
esôfago/estômago, recomenda-se interromper o uso de Bonviva® (ibandronato de sódio) e procurar
atendimento médico.
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Precauções
Recomenda-se cautela durante uso concomitante de antiinflamatórios não esteróides e Bonviva® (ibandronato de
sódio) pela possibilidade de irritação gastrintestinal.
Como com qualquer bisfosfonato, o paciente deverá:
− Tomar o comprimido de Bonviva® (ibandronato de sódio) em jejum;
− Com um copo cheio (180 mL a 240 mL) de água filtrada; não tomar com água mineral ou qualquer outro tipo
de líquido, como leite, sucos, refrigerantes;
− Aguardar pelo menos uma hora antes de ingerir sua primeira refeição matinal, pois a presença de qualquer
alimento no estômago prejudicará a absorção do medicamento;
− Aguardar também para tomar outros medicamentos, principalmente medicamentos que contenham cálcio,
ferro, magnésio e alumínio (como complexos vitamínicos e anti-ácidos);
− Permanecer em posição ereta (sentado, em pé ou andando) por no mínimo 1 hora após a ingestão do
comprimido.
Uso durante a gravidez e lactação
Bonviva® (ibandronato de sódio) não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando.
Interações
Interações com alimentos
A presença de alimentos ou produtos que contenham cálcio, alumínio, magnésio e ferro, incluindo leite e outros
alimentos, interferem com a absorção de Bonviva® (ibandronato de sódio). Portanto, a ingestão de tais produtos e
de qualquer alimento deverá ser postergada por 60 minutos após a administração oral de Bonviva® (ibandronato de
sódio).
Interações medicamentosas
Suplementos à base de cálcio, anti-ácidos e alguns medicamentos de uso oral que contêm alumínio, magnésio e ferro
(por exemplo, complexos vitamínicos) interferem com a absorção de Bonviva® (ibandronato de sódio). Portanto, os
pacientes devem esperar 60 minutos após tomarem Bonviva® (ibandronato de sódio) antes de tomar outros
medicamentos orais, inclusive os suplementos à base de cálcio e outros minerais.
Em mulheres pós-menopáusicas, demonstrou-se não existir interação com tamoxifeno ou tratamentos à base de
reposição hormonal (estrogênio).
Uso em crianças
Bonviva® (ibandronato de sódio) destina-se apenas para uso em adultos. Não há experiência com o uso deste
medicamento em pessoas com menos de 18 anos de idade.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
4. MODO DE USO
Modo de usar:
− Bonviva® (ibandronato de sódio) deve ser administrado em jejum, 60 minutos antes da ingestão do primeiro
alimento ou bebida do dia (exceto água) e antes da administração de qualquer outro medicamento ou
suplemento, inclusive cálcio.
− Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
− Os comprimidos devem ser deglutidos inteiros, com um copo cheio de água filtrada (180 a 240 mL), estando o
paciente em posição ereta: sentado, em pé ou andando. O paciente não deverá deitar-se nos 60 minutos
seguintes após tomar o medicamento.
− Bonviva® (ibandronato de sódio) só deve ser tomado com água pura. Bonviva® (ibandronato de sódio)
não deve ser tomado com nenhum outro tipo de bebida tais como água mineral, água com gás, café, chás,
bebidas lácteas (como leite) ou sucos. Águas minerais podem conter altas concentrações de cálcio e por isso
não devem ser utilizadas.
− Os comprimidos de Bonviva® (ibandronato de sódio) não devem ser mastigados nem chupados, pois
podem causar ulceração na garganta.
Dose e duração do tratamento
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A dose recomendada de Bonviva® (ibandronato de sódio) é um comprimido revestido de 150 mg uma vez por mês.
Os comprimidos devem ser tomados sempre na mesma data a cada mês.
Tome Bonviva® (ibandronato de sódio) exatamente conforme indicado por seu médico e continue tomando
pelo tempo que ele determinar. Bonviva® (ibandronato de sódio) é um medicamento para uso contínuo e não
surtirá o efeito desejado se você parar de tomá-lo.
Conduta em caso de esquecimento
Procure tomar o comprimido de Bonviva® (ibandronato de sódio) sempre na mesma data a cada mês. Se por
qualquer motivo você deixou de tomar sua dose mensal de Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg, tome o
comprimido na manhã seguinte ao dia em que você se lembrou, a menos que o intervalo de tempo até a próxima dose
prevista seja menor que 7 dias. Caso o intervalo de tempo até a próxima dose for inferior a 7 dias, não tome o
comprimido, aguarde até a data originalmente planejada e retome o esquema de dose única mensal nessa data. Se a
data planejada da próxima administração ocorrer nos próximos 7 dias, espere para tomar a próxima dose conforme
originalmente planejado e depois continue a tomar um comprimido uma vez por mês. Os pacientes não devem tomar
dois comprimidos de 150 mg dentro da mesma semana, isto é, num intervalo de tempo inferior a sete dias.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Prazo de validade: este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem
externa do produto).
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
5. REAÇÕES ADVERSAS
Bonviva® (ibandronato de sódio) pode causar reações adversas, como por exemplo: mal-estar gástrico (dispepsia),
náusea, dor abdominal, diarréia, cefaléia, sintomas gripais, dores musculares e erupções na pele.
Atenção: Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança
aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe ao
seu médico.
6. CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Não se dispõe de informações específicas sobre o tratamento da superdose com Bonviva® (ibandronato de sódio).
Entretanto, superdose oral pode resultar em eventos adversos gastrintestinais tais como mal estar gástrico,
queimação, esofagite, gastrite ou úlcera. Em caso de superdose, deve-se administrar leite ou antiácidos. Devido ao
risco de irritação esofágica, não se deve induzir o vômito e o paciente deve permanecer sentado ou em pé e não deve
se deitar. Em caso de ingestão de doses excessivas, consulte seu médico ou um centro de intoxicações.
7. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Cuidados de armazenamento: conservar em temperatura ambiente entre 15º e 30º C.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica
A ação farmacodinâmica do ibandronato de sódio é a inibição da reabsorção óssea. In vivo, o ibandronato de sódio
impede a destruição óssea induzida experimentalmente causada pelo término da função gonadal, por retinódes e por
tumores ou extratos de tumores. Em ratos jovens tratados (fase de crescimento rápido), a reabsorção óssea endógena
também é inibida, levando ao aumento da massa óssea em comparação aos animais não tratados.
Os modelos em animais confirmam que o ibandronato de sódio é um inibidor altamente potente da atividade
osteoclástica. Em ratos em fase de crescimento não se evidenciou alteração da mineralização óssea, mesmo com
doses acima de 5.000 vezes a dose requerida para o tratamento da osteoporose.
A potência elevada e a margem terapêutica do ibandronato de sódio permitem esquemas posológicos mais flexíveis e
tratamento intermitente, com longos intervalos sem medicamento em doses comparativamente baixas.
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Em ratos, cães e macacos, tanto a administração diária quanto a intermitente (com longos intervalos sem
medicamento) associaram-se a formação de tecido ósseo de qualidade normal e/ou com resistência mecânica
aumentada, mesmo com doses além das farmacologicamente preconizadas, incluindo a variação de dose tóxica. Em
humanos, a eficácia do ibandronato de sódio, tanto em administração diária quanto intermitente, com intervalos livre
de medicamento de 9 a 10 semanas, foi confirmada em estudo clínico, no qual se demonstrou que Bonviva®
(ibandronato de sódio) apresenta eficácia contra fraturas.
Em mulheres na pós-menopausa, doses orais de Bonviva® (ibandronato de sódio) tanto em administração diária
quanto intermitente com intervalos livre de medicamento de 9 a 10 semanas por trimestre, produziram alterações
bioquímicas indicativas de inibição da reabsorção óssea dependente da dose, incluindo a supressão de marcadores
bioquímicos urinários de degradação do colágeno do osso (tais como, deoxipiridinolina e telopeptídeos C e N do
colágeno tipo I).
Após descontinuação do tratamento, observa-se reversão dos marcadores ósseos, de volta aos índices patológicos
pré-tratamento de reabsorção óssea elevada associada à osteoporose pós-menopausa.
Análise histológica de biópsia óssea após dois e três anos de tratamento de mulheres na pós-menopausa mostrou
tecido ósseo de qualidade normal e ausência de sinais de defeito da mineralização.
Em um estudo de bioequivalência de Fase I realizado em 72 mulheres na pós-menopausa que receberam 150 mg de
Ibandronato de sódio por via oral a cada 28 dias, perfazendo um total de 4 doses, observou-se inibição do CTX sérico
após a primeira dose, já nas 24 horas após a administração da dose (inibição média de 28%), observando-se inibição
média máxima (69%) 6 dias depois. Após a terceira e quarta doses, a inibição média máxima 6 dias depois da
administração foi de 74%, reduzindo-se para 56% 28 dias após a quarta dose. Na ausência de doses subseqüentes,
houve perda da supressão dos marcadores bioquímicos de reabsorção óssea.
Mecanismo de ação
O ibandronato de sódio é um bisfosfonato de terceira geração altamente potente, pertencente ao grupo dos
bisfosfonatos nitrogenados, que age sobre o tecido ósseo e inibe especificamente a atividade do osteoclasto, não
interferindo com o recrutamento de osteoclastos. A ação seletiva do ibandronato de sódio sobre o tecido ósseo
baseia-se na alta afinidade deste composto para a hidroxiapatita que representa a matriz mineral do osso.
O ibandronato de sódio reduz a reabsorção óssea sem afetar diretamente a formação óssea. Em mulheres na pósmenopausa,
reduz o índice elevado de remodelação óssea para níveis próximos aos níveis da pré-menopausa,
levando a um ganho progressivo de massa óssea.
A administração diária ou intermitente do ibandronato de sódio resulta em redução da reabsorção óssea, refletida por
níveis reduzidos de marcadores bioquímicos urinários e séricos de remodelação óssea, no aumento da densidade
mineral óssea e na redução do risco de fraturas associado à osteoporose pós-menopausa.
Farmacocinética
Os efeitos farmacológicos do ibandronato de sódio não estão diretamente relacionados às concentrações plasmáticas
efetivas. Isto foi demonstrado por vários estudos, em animais e em humanos, nos quais a eficácia do ibandronato de
sódio foi demonstrada tanto após esquemas de administração diária quanto intermitentes, inclusive com intervalo de
várias semanas sem medicamento (pelo menos 6 semanas em ratos, 11 semanas em cães, 30 dias em macacos e
pelo menos 9,5 semanas em humanos), desde que a mesma dose total fosse administrada durante este período.
Absorção
A absorção do ibandronato de sódio pelo trato gastrintestinal superior é rápida após administração oral e as
concentrações plasmáticas aumentam de modo proporcional à dose até a dose de 50 mg por via oral. Com doses
superiores a 50 mg, observam-se aumentos acima da proporcionalidade da dose. As concentrações plasmáticas
máximas são atingidas dentro de 0,5 a 2 horas (média de 1 hora) em jejum e a biodisponibilidade absoluta é de
aproximadamente 0,6%. A absorção é alterada quando Bonviva® (ibandronato de sódio) é administrado juntamente
com alimentos ou bebidas que não sejam água pura. A biodisponibilidade á reduzida em cerca de 90% quando
Bonviva® (ibandronato de sódio) é administrado juntamente com uma refeição matinal padrão em comparação com
a biodisponibilidade observada em indivíduos que ingerem o medicamento em jejum. Não ocorre redução significativa
na biodisponibilidade se Bonviva® (ibandronato de sódio) for administrado uma hora antes da refeição. A
biodisponibilidade e, conseqüentemente, o ganho de densidade mineral óssea são reduzidos quando alimentos ou
bebidas são ingeridos menos de uma hora após a administração de Bonviva® (ibandronato de sódio).
Distribuição
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Após a exposição sistêmica inicial, o ibandronato de sódio se liga rapidamente ao tecido ósseo ou é excretado pela
urina. Em humanos, o volume de distribuição aparente terminal é de pelo menos 90 litros e estima-se que a
quantidade da dose que chega ao osso seja em torno de 40% a 50% da dose circulante. A ligação protéica em
humanos é baixa (aproximadamente 85% de ligação com concentrações terapêuticas); portanto, o potencial para
interações medicamentosas devidas a deslocamentos é baixo.
Metabolismo
Não há evidências de que o ibandronato de sódio seja metabolizado, em animais ou em humanos.
Eliminação
A fração absorvida de ibandronato de sódio é retirada da circulação através de seqüestro ósseo (40% a 50%) e o
restante é eliminado sob forma inalterada pelos rins. A fração não absorvida é eliminada inalterada pelas fezes.
A variação observada na meia-vida é ampla e dependente da dose e da sensibilidade do método de determinação,
mas a meia-vida terminal geralmente encontra-se entre 10 – 72 horas. Os níveis plasmáticos iniciais caem
rapidamente, atingindo 10% dos valores de pico dentro de 3 e 8 horas após administração oral e intravenosa,
respectivamente. A depuração total do ibandronato de sódio é baixa, com valores médios entre 84 e 160 mL/min. A
depuração renal (cerca de 60 mL/min em mulheres sadias na pós-menopausa) representa 50-60% da depuração total
e está relacionada com a depuração de creatinina. Considera-se que a diferença entre a depuração aparente total e a
depuração renal reflita a captação pelo osso.
Farmacocinética em populações especiais
Sexo: A biodisponibilidade e farmacocinética do ibandronato de sódio é semelhante em homens e mulheres.
Raça: não há evidências de diferenças clinicamente relevantes entre raças ou entre a distribuição do ibandronato de
sódio em indivíduos da raça amarela e branca; contudo, os dados em indivíduos de raça negra são escassos.
Pacientes com insuficiência renal: A depuração do ibandronato de sódio em pacientes com vários graus de
insuficiência renal se relaciona linearmente com a depuração de creatinina.
Não há necessidade de ajuste de dose para pacientes com insuficiência renal leve a moderada (depuração de
creatinina ≥ 30 mL/min) conforme demonstrado em estudo no qual a maioria dos pacientes se enquadrava nestas
categorias (Estudo BM 16549).
Indivíduos com insuficiência renal severa (depuração de creatinina ≤30 mL/min) em uso de ibandronato de sódio 2,5
mg por via oral diariamente durante 21 dias, apresentaram concentrações plasmáticas 2 a 3 vezes maiores do que
indivíduos com função renal normal (depuração total = 129 mL/min.). A depuração total do ibandronato de sódio foi
reduzida para 44 mL/min nos indivíduos com disfunção renal severa. Após administração intravenosa de 0,5 mg, as
depurações total, renal e não renal diminuíram em 67%, 77% e 50%, respectivamente, em indivíduos com disfunção
renal severa. Entretanto, não houve redução da tolerabilidade associada com o aumento da exposição ao ibandronato
de sódio (ver item Advertências).
Pacientes com insuficiência hepática: não se dispõe de dados sobre o uso de ibandronato de sódio em pacientes com
disfunção hepática. O fígado não possui um papel importante na depuração do ibandronato de sódio, que não é
metabolizado, apenas eliminado por excreção renal e por captação óssea. Portanto, não são necessários ajustes de
dose em pacientes com disfunção hepática. Além disso, como a ligação protéica do ibandronato de sódio é baixa
(85%) nas concentrações terapêuticas, é improvável que a hipoproteinemia das hepatopatias graves leve a aumentos
clinicamente significativos na concentração de substância livre no plasma.
Pacientes Idosos: em uma análise multivariada, a idade não foi um fator independente para nenhum dos parâmetros
farmacocinéticos estudados. Como a função renal diminui com a idade, este é o único fator a ser levado em
consideração (ver itens “Pacientes com insuficiência renal” e Advertências).
Pacientes pediátricos: não há dados sobre o uso de Bonviva® (ibandronato de sódio) em pacientes com menos de
18 anos.
Segurança pré-clínica
Os efeitos tóxicos em animais foram observados apenas com exposições consideradas suficientemente excessivas
em relação à exposição terapêutica máxima em humanos, indicando pouca relevância para o uso clínico.
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
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Tratamento da osteoporose na pós-menopausa
Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg diariamente
Em um estudo preliminar sobre fraturas, com duração de três anos, randomizado, duplo-cego, controlado com
placebo, demonstrou-se diminuição estatisticamente significativa e clinicamente relevante na incidência de novas
fraturas vertebrais radiográficas morfométricas e clínicas. Bonviva® (ibandronato de sódio) foi avaliado em doses de
2,5 mg administradas diariamente e de 20 mg administradas de forma intermitente (20 mg em dias alternados
perfazendo um total de 12 doses no início de cada ciclo de três meses, seguido por um intervalo sem medicamento de
9 a 10 semanas). Bonviva® (ibandronato de sódio) foi administrado uma hora antes da ingestão do primeiro
alimento ou líquido do dia (período de jejum pós-dose). O estudo recrutou 2.946 mulheres com idade entre 55 e 80
anos (2.928 foram elegíveis para a avaliação de eficácia), que estavam há pelo menos 5 anos na menopausa, que
apresentavam densidade mineral óssea na coluna vertebral lombar de 2 a 5 DP (desvios-padrão) abaixo da média da
pré-menopausa (escore T) em pelo menos uma vértebra [L1 – L4] e que apresentavam de uma a quatro fraturas
vertebrais prevalentes. Todas as pacientes receberam 500 mg de cálcio e 400 UI de vitamina D diariamente.
Bonviva® (ibandronato de sódio) proporcionou redução estatística e clinicamente significativa na incidência de
novas fraturas vertebrais com ambos os esquemas terapêuticos testados. O esquema de 2,5 mg diariamente reduziu
a ocorrência de novas fraturas vertebrais comprovadas radiologicamente em 62% ao longo dos três anos de duração
do estudo. As fraturas vertebrais diagnosticadas clinicamente também foram reduzidas em 49%. Além disso, o efeito
pronunciado sobre as fraturas vertebrais também foi acompanhado por uma redução estatisticamente significativa na
perda da altura (decorrente do achatamento de vértebras por fraturas vertebrais) em comparação com o placebo.
O efeito contra fraturas foi consistente durante o período de 3 anos de duração do estudo. Não houve nenhuma
indicação de declínio do efeito no decorrer do tempo.
Embora o estudo clínico sobre fraturas do ibandronato de sódio não tenha sido especificamente desenhado para
demonstrar eficácia antifratura nos casos de fraturas não vertebrais, observou-se redução relativa no risco, de
magnitude semelhante (69%) à das fraturas vertebrais, para fraturas não vertebrais em um grupo de pacientes com
risco elevado para fraturas (densidade mineral óssea no colo de fêmur - escore T < -3,0 DP). A observação de eficácia
em fraturas não vertebrais em subgrupos de alto risco é consistente com os achados de estudos clínicos de outros
bisfosfonatos. Não foram conduzidos estudos especificamente desenhados para avaliar redução de risco de fraturas
de fêmur.
Placebo IBN 2,5 mg/dia IBN 20 mg
intermitente
Incidência nova fratura vertebral 9,6% 4,7% 4,9%
Redução de risco 62% 50%
Significância de p 0,0001 0,0006
Incidência nova fratura vertebral clínica 5,3% 2,8% 2,8%
Redução de risco 49% 48%
Significância de p 0,0117 0,0143
Redução risco fratura não vertebral:
subgrupo com escore T <-3,0 DP no colo
fêmur
69%
37%
Significância de p 0,013 0,22
Portanto, este estudo demonstrou a eficácia antifratura vertebral dos esquemas diário e intermitente do ibandronato e
eficácia antifratura não vertebral do ibandronato 2,5 mg por dia em um subgrupo de pacientes de risco, isto é, que
apresentavam escore T <-3,0 DP no colo do fêmur.
O aumento na densidade mineral óssea da coluna vertebral lombar em três anos, comparado ao placebo, foi de 5,3%
para o esquema de dose diária. Em comparação com os valores basais, esse aumento foi de 6,5%.
Placebo IBN 2,5 mg/dia IBN intermitente
Mudança DMO coluna lombar vs basal +1,3% +6,5% +5,7%
Significância de p <0,0001 <0,0001
Mudança DMO fêmur total vs basal -0,7% +3,4% +2,9%
Significância de p <0,0001 <0,0001
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Mudança DMO colo fêmur vs basal -0,6% +2,8% +2,4%
Significância de p <0,0001 <0,0001
Mudança DMO trocânter vs basal +0,2% +5,5% +5,2%
Significância de p <0,0001 <0,0001
Os marcadores bioquímicos de remodelação óssea (tais como, CTX urinário e osteocalcina sérica) apresentaram o
padrão esperado de supressão para os níveis da pré-menopausa e atingiram a supressão máxima dentro de um
período de 3 a 6 meses. Observou-se redução clinicamente significativa de 50% a 78% nos marcadores de
reabsorção óssea já em um mês após o início do tratamento com Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg por dia e
20 mg intermitente, respectivamente. Diminuições nos marcadores bioquímicos de reabsorção óssea foram
evidenciadas sete dias após início do tratamento.
NNT: No estudo MF 4411 (BONE), o NNT é 21 pacientes, comparável ao do risedronato (VERT-NA, conduzido na
América do Norte).
Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg uma vez por mês – Dose única mensal
Densidade mineral óssea
A administração de Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg uma vez por mês demonstrou ser tão eficaz quanto a
administração diária de Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg durante estudo multicêntrico, duplo-cego, com
duração de um ano em mulheres na pós-menopausa com osteoporose (densidade mineral óssea na coluna vertebral
lombar inferior a -2,5 DP na avaliação basal). Na análise principal de eficácia (população de análise por protocolo), os
aumentos médios em relação aos valores basais na densidade mineral óssea lombar em um ano foram de 4,9%
[4,4%, 5,3%, intervalo de confiança (IC) 95%] no grupo tratado com a dose única mensal de 150 mg (n=327) e de
3,9% [3,4%, 4,3%, IC 95%] no grupo tratado com 2,5 mg por dia (n=318).
Além disso, a administração mensal de Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg demonstrou ser superior à
administração diária de 2,5 mg com relação à densidade mineral óssea lombar em uma análise planejada
prospectivamente (p=0,002). Foram observados aumentos médios na densidade mineral óssea de 3,1% e 2,0% no
quadril como um todo, 2,2% e 1,7% no colo do fêmur e 4,6% e 3,2% no trocânter com as doses mensal de 150 mg e
diária de 2,5 mg, respectivamente.
Em relação à densidade mineral óssea na coluna lombar, 91,3% das pacientes que receberam 150 mg por mês
responderam ao tratamento (resposta definida como aumentos na densidade mineral óssea da coluna vertebral acima
do valor basal), em comparação com 84% das pacientes que receberam 2,5 mg diariamente (p=0,005). Em relação à
densidade mineral óssea do quadril como um todo, 90,0% das pacientes que receberam 150 mg mensais
responderam ao tratamento (resposta definida como aumentos na densidade mineral óssea de todo o quadril acima
do valor basal) em comparação com 76,7% das pacientes que receberam 2,5 mg diariamente (p <0,001). Quando se
considerou um critério mais restritivo, combinando-se ambas as densidades minerais ósseas, da coluna lombar e do
quadril, 83,9% das pacientes que receberam 150 mg por mês responderam ao tratamento em comparação com 65,7%
das pacientes que receberam 2,5 mg diariamente (p <0,001) em um ano.
Com base nos resultados do estudo BM 16549, espera-se que Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg
administrado uma vez ao mês seja tão eficaz quanto Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg diariamente na
prevenção de fraturas.
Marcadores bioquímicos da remodelação óssea
Foram observadas reduções clinicamente significativas nos níveis séricos de CTX em todos os períodos de avaliação,
isto é, 3, 6 e 12 meses. As alterações relativas médias após 12 meses em relação ao basal foram: -76% para o
esquema posológico mensal de 150 mg e -67% para o esquema de 2,5 mg diário. 83,5% das pacientes que
receberam 150 mg por mês foram identificadas como respondedoras ao tratamento (resposta definida como redução
>50% em relação ao basal), em comparação com 73,9% das pacientes que receberam 2,5 mg diariamente (p=0,006).
Implicações de doses esquecidas na eficácia (isto é, supressão de marcadores ósseos) foram exploradas usando-se
um modelo farmacodinâmico de CTx urinário criado com os dados clínicos de 850 pacientes que receberam
ibandronato de sódio nos estudos MF9853, MF4361 e MF4411. As simulações com base no modelo mostram que se
uma dose mensal única for esquecida, um pequeno aumento na área sob a curva de concentração-tempo (AUC) da
CTx urinária (correspondente a uma pequena redução na supressão percentual em relação ao valor inicial) poderá
ocorrer (aumento de ~3,5% na AUC quando comparada à ingestão correta do medicamento em 15 meses), com os
perfis de CTx urinária se refazendo em 6 meses. Se a dose for tomada com “atraso”, por exemplo, 7 semanas após a
última dose programada, ocorrerá um pequeno aumento transitório previsto de ~0,7%, com os perfis de CTx urinária
se refazendo dentro de 3 meses.
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BONVIVA® (IBANDRONATO DE SÓDIO)
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Dessa forma, com base na modelagem matemática de um marcador de remodelação óssea (CTx urinário), não há
preocupação de que uma dose atrasada em até 3 semanas ou mesmo uma dose perdida venha a comprometer a
eficácia do produto.
Prevenção da osteoporose na pós-menopausa
Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg diariamente
A prevenção da perda óssea foi demonstrada em um estudo duplo-cego, controlado com placebo, com duração de 2
anos, considerando-se a alteração na densidade mineral óssea lombar como critério de avaliação de resultado
principal (Estudo MF 4499). Este estudo comparou a administração diária de três doses diferentes de ibandronato de
sódio (0,5 mg; 1,0 mg e 2,5 mg) com placebo. Um suplemento de 500 mg de cálcio por dia foi fornecido para cada
paciente. O estudo recrutou 653 mulheres na pós-menopausa, sem osteoporose (648 foram elegíveis para avaliação
de eficácia), estratificadas de acordo com o tempo de início da menopausa (1 – 3 anos e >3 anos) e de acordo com a
densidade mineral óssea da coluna vertebral lombar (escore T: > -1, -1 a - 2,5).
A administração de Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg diariamente resultou em aumento médio na densidade
mineral óssea de 3,1% em comparação com o placebo e de 1,9% em relação ao basal. No grupo tratado com placebo,
ocorreu diminuição na densidade mineral óssea de aproximadamente 1% na coluna vertebral lombar ao final de 2
anos, confirmando a conhecida perda óssea acelerada logo após a menopausa. Independentemente do tempo de
início da menopausa ou do grau de perda óssea preexistente, o tratamento com Bonviva® (ibandronato de sódio)
resultou em resposta da densidade mineral óssea lombar maior do que o placebo nos quatro grupos de estratificação.
Setenta por cento das pacientes que receberam Bonviva® (ibandronato de sódio) responderam ao tratamento, tendo
sido a resposta definida como aumento da densidade mineral óssea lombar em relação ao basal.
O tratamento com Bonviva® (ibandronato de sódio) também resultou em aumento significativo da densidade mineral
óssea de todo o quadril em 1,8% em comparação com o grupo tratado com placebo (alteração média em relação ao
basal de 1,2%).
Observou-se redução clinicamente significativa nos marcadores bioquímicos de reabsorção óssea (CTX urinário) já
em um mês após o início do tratamento.
Referências bibliográficas
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dose-finding study. Bone 1996; 19:527-533.
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weekly therapy and during different suboptimally dosed treatment regimens. Bone 32 (2003) 687–693.
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10. Miller P, et al. Monthly oral ibandronate therapy in postmenopausal osteoporosis: 1-year results from the MOBILE
Study. Journal of Bone and Mineral Research 2005;20(8):1315-22.
3. INDICAÇÕES
Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg é indicado para o tratamento da osteoporose pós-menopausa, com a
finalidade de reduzir o risco de fraturas vertebrais.
Em um subgrupo de pacientes de risco, com escore T <-3,0 DP no colo do fêmur, Bonviva® (ibandronato de sódio)
também demonstrou reduzir o risco de fraturas não vertebrais.
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BONVIVA® (IBANDRONATO DE SÓDIO)
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Tratamento da osteoporose: a osteoporose pode ser confirmada pelo achado de baixo índice de massa óssea (escore
T < -2,0 DP) e pela presença de histórico de fratura osteoporótica ou de baixo índice de massa óssea (escore T < -2,5
DP) na ausência de fratura osteoporótica pré-existente documentada.
4. CONTRA - INDICAÇÕES
Bonviva® (ibandronato de sódio) é contra-indicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade ao ibandronato
de sódio ou aos demais componentes da fórmula do produto e em pacientes com hipocalcemia não corrigida (ver item
Advertências).
5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Modo de usar:
− Bonviva® (ibandronato de sódio) deve ser administrado em jejum, 60 minutos antes da ingestão do primeiro
alimento ou bebida (exceto água) do dia e antes da administração de qualquer outro medicamento ou
suplemento, incluindo o cálcio.
− Os comprimidos devem ser deglutidos inteiros, com um copo cheio de água pura (180 a 240 mL) estando a
paciente na posição ereta, sentada ou em pé. A paciente não deve deitar-se nos 60 minutos seguintes após
ingerir o comprimido de Bonviva® (ibandronato de sódio).
− Água pura é a única bebida que deve ser ingerida com Bonviva® (ibandronato de sódio). Águas minerais
podem conter altas concentrações de cálcio e, portanto, não devem ser utilizadas.
− O paciente não deve mastigar nem chupar os comprimidos de Bonviva® (ibandronato de sódio), pois pode
ocorrer ulceração orofaríngea.
− Os pacientes devem receber suplementação de cálcio e/ou vitamina D se a ingestão com a dieta for
insuficiente.
Conservar em temperatura entre 15º e 30º C.
6. POSOLOGIA
Dose e duração do tratamento
A dose recomendada de Bonviva® (ibandronato de sódio) para tratamento da osteoporose pós-menopausa é de um
comprimido revestido de 150 mg uma vez por mês. O comprimido deve ser ingerido, preferivelmente, sempre na
mesma data a cada mês.
Bonviva® (ibandronato de sódio) é um medicamento de uso contínuo, não havendo duração de tratamento
determinada.
Dose máxima
A dose máxima de Bonviva® (ibandronato de sódio) é 150 mg por mês. Uma dose esquecida pode ser tomada num
intervalo de até 7 dias antes da próxima dose planejada. Caso a próxima dose planejada esteja a um intervalo inferior
a sete dias, os pacientes não devem tomar a dose e devem aguardar até a data planejada da próxima dose. Os
pacientes não devem tomar dois comprimidos de 150 mg dentro da mesma semana.
Caso a dose mensal seja esquecida, os pacientes devem ser instruídos a tomarem um comprimido de Bonviva®
(ibandronato de sódio) 150 mg na manhã seguinte após se lembrarem, a menos que o intervalo para a próxima dose
prevista seja inferior a 7 dias. Os pacientes devem, então, retomar o esquema de dose uma vez por mês na sua data
originalmente planejada. Se a próxima administração planejada estiver dentro do período de 7 dias, o paciente deve
esperar sua próxima dose e então continuar a tomar um comprimido uma vez por mês conforme originalmente
planejado. As pacientes não devem tomar dois comprimidos de 150 mg dentro da mesma semana.
Os pacientes devem receber suplementação de cálcio e vitamina D se a ingestão pela dieta for inadequada.
7. ADVERTÊNCIAS
Advertências e precauções:
− Bonviva® (ibandronato de sódio) é contra-indicado em pacientes com hipocalcemia não corrigida. Antes de
iniciar o tratamento com Bonviva® (ibandronato de sódio), deve-se tratar efetivamente a hipocalcemia e
outros distúrbios do metabolismo ósseo e mineral. A ingestão adequada de cálcio e vitamina D é importante
em todos os pacientes.
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BONVIVA® (IBANDRONATO DE SÓDIO)
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− O uso dos bisfosfonatos associa-se a disfagia, esofagite e úlceras esofágicas ou gástricas. Por isso, os
pacientes devem prestar especial atenção e serem capazes de seguir as instruções de administração e modo
de usar (ver Modo de usar e Posologia).
− O médico deve estar alerta aos sinais e sintomas que apontam para uma possível reação esofágica durante o
tratamento e as pacientes devem ser instruídas a interromper o uso de Bonviva® (ibandronato de sódio) e
procurar atendimento médico se desenvolverem sintomas de irritação esofageana, tais como disfagia, piora de
disfagia pré-existente, dor à deglutição, dor retroesternal ou queimação epigástrica.
− Considerando-se que antiinflamatórios não esteróides e bisfosfonatos associam-se, ambos, a irritação
gastrintestinal, recomenda-se cautela durante a administração concomitante de antiinflamatórios não
esteróides e Bonviva® (ibandronato de sódio).
− Embora a análise de subgrupos de pacientes com e sem doenças do trato GI superior mostrou que o uso de
ibandronato oral não aumentou o risco de eventos adversos no trato GI superior em comparação ao placebo
ou ao ibandronato 2,5 mg por dia em pacientes com histórico prévio de doenças GI, recomenda-se cautela ao
se administrar Bonviva® (ibandronato de sódio) a pacientes com histórico de distúrbios no trato
gastrintestinal superior.
− Vários estudos de farmacologia clínica foram conduzidos para avaliar a segurança renal do ibandronato após
administração IV em indivíduos saudáveis e em pacientes com diversos graus de insuficiência renal. Doses
únicas de ibandronato de até 6 mg, administradas por via intravenosa durante 15 a 60 minutos a indivíduos
saudáveis foram bem toleradas, sem nenhum efeito aparente sobre a função renal. Esta última dose
representa aproximadamente 4 e 8 vezes, respectivamente, a AUC e a Cmax do esquema oral de 150 mg de
ibandronato, considerando-se a biodisponibilidade oral de 0,6%. Em pacientes com insuficiência renal severa
(depuração de creatinina <30 mL/min), apesar de um aumento de 2 a 3 vezes na exposição sistêmica média
ao ibandronato para uma determinada dose, não houve redução da tolerabilidade ou aumento de efeitos
renais adversos associados a este aumento na exposição. Ibandronato foi bem tolerado em indivíduos com
graus variados de insuficiência renal, incluindo indivíduos com insuficiência renal severa (depuração de
creatinina <30 mL/min), insuficiência renal moderada (depuração de creatinina 40 a 70 mL/mim) e em
pacientes com doença renal em estágio final. Entretanto, Bonviva® (ibandronato de sódio) só deve ser
usado em pacientes com insuficiência renal severa a critério do médico assistente e se os riscos associados à
administração justificarem os benefícios.
− Relatos na literatura médica indicam que os bisfosfonatos podem estar associados a inflamação ocular como
uveíte e esclerite. Em alguns casos, tais eventos não desapareceram até que o bisfosfonato tenha sido
descontinuado.
Gestação e Lactação
Gestação categoria B. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica
ou do cirurgião-dentista.
Não há evidências de efeito teratogênico ou efeito tóxico fetal do ibandronato de sódio em ratos e coelhos tratados
diariamente por via oral e não foram observados efeitos adversos sobre o desenvolvimento das crias das gerações F1
em ratos. Os efeitos adversos do ibandronato de sódio em estudos de toxicidade reprodutiva em ratos foram aqueles
observados para os bisfosfonatos como classe e incluem diminuição do número de locais de implantação,
interferência com o parto natural (distócia) e aumento nas variações viscerais (síndrome pelve-ureter). Não foram
realizados estudos específicos para o esquema de administração mensal. Não há experiência sobre o uso clínico de
Bonviva® (ibandronato de sódio) em mulheres durante a gestação.
Bonviva® (ibandronato de sódio) não deve ser utilizado por mulheres que estejam amamentando sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Em ratas lactantes tratadas com ibandronato de sódio na dose de 0,08 mg/kg/dia i.v, a concentração mais elevada de
ibandronato de sódio no leite foi de 8,1 ng/mL e foi observada dentro das 2 primeiras horas após a administração
intravenosa. Depois de 24 horas, a concentração no leite e plasma foi semelhante e correspondeu a cerca de 5% das
concentrações medidas após 2 horas. Não se sabe se Bonviva® (ibandronato de sódio) é excretado pelo leite
humano.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas: não foram realizados estudos sobre os efeitos de Bonviva®
(ibandronato de sódio) sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.
8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Pacientes pediátricos: a segurança e eficácia de Bonviva® (ibandronato de sódio) não foram estabelecidas para
pacientes com idade abaixo de 18 anos.
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Pacientes idosos: considerando-se que pode haver diminuição da função renal em pacientes idosos, se houver
caracterização de insuficiência renal severa, recomenda-se avaliar a relação risco-benefício antes de administrar
Bonviva® (ibandronato de sódio) (vide “Farmacocinética em populações especiais”).
Pacientes com insuficiência renal: não é necessário ajuste de dose para pacientes com insuficiência renal leve a
moderada, com depuração de creatinina ≥30 mL/min.
Nos pacientes com depuração de creatinina <30 mL/min, a decisão de administrar Bonviva® (ibandronato de sódio)
deve ser baseada na avaliação individual da relação risco-benefício (vide “Farmacocinética em populações especiais”
e Advertências).
Pacientes com insuficiência hepática: não há necessidade de ajuste de dose para pacientes com insuficiência
hepática (vide “Farmacocinética em populações especiais”).
9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS INTERAÇÕES
Interações com alimentos
A presença de alimentos ou produtos que contenham cálcio e outros cátions (tais como alumínio, magnésio, ferro)
incluindo leite e alimentos, provavelmente interferem com a absorção de Bonviva® (ibandronato de sódio)
consistentemente com os achados dos estudos em animais. Portanto, a ingestão de tais produtos e alimentos deve
ser postergada em 60 minutos após a administração oral de Bonviva® (ibandronato de sódio).
Interações medicamentosas
É provável que suplementos à base de cálcio, antiácidos e alguns medicamentos orais contendo cátions multivalentes
(tais como alumínio, magnésio e ferro) interfiram com a absorção de Bonviva® (ibandronato de sódio). Portanto, os
pacientes devem esperar 60 minutos após ingerirem Bonviva® (ibandronato de sódio) antes de tomarem outros
medicamentos orais.
Foi demonstrada, em estudo de interação farmacocinética em mulheres na pós-menopausa, a ausência de qualquer
interação potencial com tamoxifeno ou tratamentos de reposição hormonal (estrogênio). Não se observou interferência
quando Bonviva® (ibandronato de sódio) foi administrado concomitantemente com melfalano/prednisolona em
pacientes com mieloma múltiplo.
Em voluntários sadios masculinos e mulheres na pós-menopausa, a ranitidina intravenosa causou aumento na
biodisponibilidade do ibandronato de sódio de cerca de 20%, provavelmente como resultado da redução da acidez
gástrica. Entretanto, uma vez que esse aumento se manteve dentro da variação normal da biodisponibilidade do
ibandronato de sódio, não é necessário ajuste de doses quando Bonviva® (ibandronato de sódio) for administrado
com antagonistas dos receptores H2 ou outras substâncias que aumentem o pH gástrico.
Em relação à distribuição, não são consideradas prováveis interações medicamentosas clinicamente significativas,
uma vez que o ibandronato de sódio não inibe as principais isoenzimas do sistema hepático do citocromo P450
humano e não induziu o sistema do citocromo P450 hepático em ratos. Além disso, a ligação às proteínas plasmáticas
é baixa nas concentrações terapêuticas de ibandronato de sódio e, portanto, é improvável o deslocamento de outras
substâncias. O ibandronato de sódio é eliminado apenas por excreção renal e não sofre biotransformação. A via
secretória parece não incluir sistemas de transporte ácidos ou básicos envolvidos na excreção de outras substâncias.
Em um estudo com duração de um ano em mulheres na pós-menopausa com osteoporose (BM 16549), a incidência
de eventos do trato gastrintestinal superior em pacientes que receberam concomitantemente aspirina ou
antiinflamatórios não esteróides foi semelhante nas pacientes tratadas com Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg
diariamente ou 150 mg uma vez por mês.
Em mais de 1.500 pacientes recrutadas no estudo BM 16549, que comparou a administração mensal e diária do
ibandronato de sódio, 14% das pacientes usavam bloqueadores da histamina (H2) ou inibidores da bomba de prótons.
Entre essas pacientes, a incidência de eventos gastrintestinais nas pacientes tratadas com Bonviva® (ibandronato de
sódio) 150 mg mensalmente foi semelhante à das pacientes tratadas com 2,5 mg diariamente.
10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Informações obtidas dos estudos clínicos
Tratamento da osteoporose pós-menopausa
Administração diária
A segurança de Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg diariamente foi avaliada em 1.251 pacientes tratadas em 4
estudos clínicos controlados com placebo. 73% destas pacientes eram provenientes de estudos preliminares de
tratamento de 3 anos (MF 4411). O perfil de segurança global de Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg
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administrado diariamente em todos esses estudos foi semelhante ao do placebo. A proporção geral de pacientes que
apresentou eventos adversos com relação causal possível ou provável com o medicamento em avaliação no estudo
preliminar (MF 4411) foi de 19,8% para Bonviva® (ibandronato de sódio) e de 17,9% para o placebo.
Administração mensal
Em um estudo de um ano em mulheres na pós-menopausa com osteoporose (BM 16549) a segurança global de
Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg uma vez ao mês e de Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg uma vez
ao dia foi semelhante entre os dois esquemas de tratamento. A proporção global de pacientes que apresentou
reações adversas ao medicamento, isto é, eventos adversos com relação causal possível ou provável com o
medicamento em estudo, foi de 22,7% para Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg uma vez por mês e de 21,5%
para Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg diariamente. A maioria das reações adversas foi de intensidade leve a
moderada. Na maioria dos casos, a reação não levou à interrupção do tratamento.
A tabela a seguir relaciona as reações adversas que ocorreram em mais de 1% dos pacientes tratados com Bonviva®
(ibandronato de sódio) 150 mg mensalmente ou 2,5 mg diariamente no primeiro ano do estudo (Estudo BM 16549) e
nas pacientes tratadas com Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg diariamente no estudo sobre atividade contra
fraturas de três anos (Estudo MF 4411). A tabela apresenta as reações adversas em dois estudos que ocorreram com
incidência maior do que nas pacientes tratadas com placebo no estudo MF 4411.
Reações adversas comuns (>1%, ≤ 10%) no estudo BM 16549 de fase III em osteoporose (estudo de um ano) e
no estudo MF 4411 sobre atividade contra fratura (estudo de três anos) que foram consideradas pelo
investigador como sendo possivelmente ou provavelmente relacionadas ao tratamento.
Estudo de um ano (BM 16549) Estudo de três anos (MF 4411)
Classe de órgão e
sistema / reação
adversa
Bonviva® 150 mg
uma vez ao mês
N=396
(%)
Bonviva® 2,5 mg
uma vez ao dia
N=395
(%)
Bonviva® 2,5 mg
uma vez ao dia
N=977
(%)
Placebo
N=975
(%)
Gastrintestinal
Dispepsia 3,3 5,8 4,3 2,9
Náusea 3,3 3,5 1,8 2,3
Dor abdominal 3,5 2,8 2,1 2,9
Diarréia 2,5 1,8 1,4 1,0
Sistema nervoso central
Cefaléia 0,8 1,5 0,8 0,6
Distúrbios Gerais
Síndrome gripal* 3,3 0,3 0,3 0,2
Sistema musculoesquelético
Mialgia 1,5 0,3 1,8 0,8
Distúrbios cutâneos
Exantema 0,8 1,0 1,2 0,7
(*) Foram relatados sintomas de síndrome gripal com Bonviva® (ibandronato de sódio) 150 mg uma vez ao mês,
tipicamente em associação com a primeira dose. Tais sintomas geralmente foram de curta duração, de intensidade
leve a moderada e desapareceram durante o tratamento sem necessidade de medicamentos para combatê-los.
Pacientes com história pregressa de doença gastrintestinal, inclusive pacientes com úlcera péptica sem sangramento
ou hospitalização recentes, e pacientes com dispepsia ou refluxo controlado por medicamentos foram incluídos no
estudo de tratamento mensal. Para esses pacientes, não se observou diferença na incidência de eventos adversos no
trato gastrintestinal superior com a dose de 150 mg mensal em comparação com o esquema de dose diária de 2,5 mg.
O estudo BM 16549, com 2 anos de duração, cujos resultados do primeiro ano sobre a incidência de eventos adversos
GI encontram-se descritos acima, mostrou que o número de eventos adversos esofágicos, que representou um
possível efeito local do ibandronato (esofagite, dor esofageana e erosão esofágica) foi baixo em todos os grupos.
Aproximadamente 11% dos pacientes incluídos nesse estudo tinham história de distúrbio GI superior. As
porcentagens de eventos adversos GI superior foram mais altas em pacientes com história prévia de distúrbios GI
superior (37% a 45,8%) em comparação aos pacientes sem história de queixas GI superior (13,1% a 18,4%). No
grupo de tratamento 150 mg, a diferença entre os grupos foi menos acentuada, 19,6% em pacientes com história
relevante apresentando um evento adverso GI superior em comparação a 16,5% em pacientes sem histórico de
distúrbio GI superior. Neste estudo, eventos adversos potencialmente associados com sangramento GI foram pouco
comuns e não mais freqüentes nos grupos de ibandronato mensal que no grupo 2,5 mg por dia.
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A análise dos dados cumulativos de 2 anos desse estudo mostrou que a incidência de perfuração, úlcera ou
sangramento de origem GI superior foi muito baixa (0,8-1,8%), sendo similar entre os grupos 2,5 mg por dia e 150 mg
dose única mensal (ambos 0,8%), conforme a tabela abaixo:
Sistema corporal/EA IBN 2,5 mg/dia
N=395
No (%)
IBN 50/50
mg/mês
N=396
No (%)
IBN 100 mg/mês
N=396
No (%)
IBN 150 mg/mês
N=396
No (%)
Todos sistemas
corporais
Total de pacientes com
pelo menos 1 EA
3 (0,8) 4 (1,0) 7 (1,8) 3 (0,8)
No total de EA 3 5 8 3
Perfuração, ulceração,
sangramento
Total de pacientes com
pelo menos 1 EA
3 (0,8) 4 (1,0) 7 (1,8) 3 (0,8)
Úlcera gástrica 1 (0,3) 1 (0,3) 1 (0,3) 1 (0,3)
Melena 2 (0,5) - 1 (0,3) 1 (0,3)
Esofagite erosiva - 2 (0,5) 1 (0,3) -
Úlcera duodenal - - 2 (0,5) -
Duodenite erosiva - 1 (0,3) 1 (0,3) -
Pólipo duodenal - - 1 (0,3) -
Úlcera gástrica
hemorrágica
- - - 1 (0,3)
Gastrite erosiva - 1 (0,3) - -
Gastrite hemorrágica - - 1 (0,3) -
No total de EA 3 5 8 3
A proporção de pacientes com eventos adversos GI graves, potencialmente fatais ou que levaram à retirada
prematura foi semelhante entre os grupos de tratamento diário e mensais, com porcentagem discretamente maior no
grupo 2,5 mg por dia em comparação aos esquemas mensais.
Nesse estudo, 45% a 49% dos pacientes receberam aspirina ou antiinflamatórios não hormonais (AINH’s) em algum
momento do estudo. A freqüência de eventos adversos GI superior tipicamente associados aos AINH’s encontra-se a
seguir:
Freqüência de EA
Com AINH’s Sem AINH’s
2,5 mg por dia 18,4% 17,6%
150 mg uma vez ao mês 18,3% 15,7%
Em conclusão, não houve aumento na maioria dos eventos gastrintestinais em pacientes tratados concomitantemente
com ibandronato e AINH’s, sugerindo não haver efeito adverso aditivo do ibandronato. Não houve um padrão de
temporalidade consistente de ocorrência de eventos adversos GI em nenhum dos grupos de tratamento no estudo BM
16549.
Eventos adversos do tipo influenza-like: Foram relatados sintomas de síndrome gripal com Bonviva® (ibandronato
de sódio) 150 mg uma vez ao mês, tipicamente em associação com a primeira dose, nos primeiros três dias de
tratamento. Tais sintomas geralmente foram de curta duração, de intensidade leve a moderada e desapareceram
durante o tratamento sem necessidade de medicamentos para combatê-los.
Prevenção da osteoporose pós-menopausa
O perfil de segurança de Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg administrado diariamente observado no estudo de
fase II/III MF 4499 para prevenção (n=163 pacientes com Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg; n=159 pacientes
com placebo) foi comparado quanto à consistência, aos dados de segurança do estudo preliminar sobre eficácia
contra fraturas MF 4411 e não trouxe nenhuma informação adicional sobre segurança.
Achados laboratoriais anormais
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No estudo preliminar de três anos com Bonviva® (ibandronato de sódio) 2,5 mg diariamente (Estudo MF 4411), não
houve diferenças em comparação com placebo no que diz respeito às anormalidade indicativas de disfunção hepática
ou renal, alterações hematológicas, hipocalcemia ou hipofosfatemia. Semelhantemente, não foram notadas diferenças
entre os grupos no estudo de um ano (Estudo BM 16549).
Experiência pós-comercialização
Não há experiência pós-comercialização com Bonviva® (ibandronato de sódio). Entretanto há informações sobre a
experiência pós-comercialização do ibandronato de sódio administrado por via intravenosa. Até o presente momento,
não foram relatadas reações adversas relacionadas ao medicamento com a administração intravenosa do ibandronato
de sódio nas doses de 1 a 4 mg no tratamento de hipercalcemia relacionada a doenças malignas, que pudessem ser
acrescentadas à informação disponível sobre a administração oral de Bonviva® (ibandronato de sódio).
Atenção: Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança
aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe
seu médico.
11. SUPERDOSE
Não se dispõe de informações específicas sobre o tratamento da superdose com Bonviva® (ibandronato de sódio).
Entretanto, a superdose oral pode resultar em eventos adversos gastrintestinais tais como mal-estar gástrico,
queimação, esofagite, gastrite ou úlcera. Em caso de superdose, deve-se administrar leite ou antiácidos que, ao se
ligarem ao ibandronato de sódio, prejudicarão a absorção deste. Por causa do risco de irritação esofágica, não se
deve induzir o vômito e o paciente deve permanecer completamente na posição ereta, sentado ou em pé.
12. ARMAZENAGEM
Cuidados de armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15º e 30ºC).
Prazo de validade
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa do produto). O
medicamento não deve ser utilizado após a data de validade indicada na embalagem pois pode ser prejudicial à
saúde.
MS-1.0100.0646
Farm. Resp.: Guilherme N. Ferreira - CRF-RJ nº 4288
Fabricado por:
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Est. dos Bandeirantes, 2020
CEP 22710-104 - Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.009.945/0023-39 – Indústria Brasileira
Serviço Gratuito de Informações – 0800 7720 289 
www.roche.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
NO do lote, data de fabricação, prazo de validade: vide cartucho.
CDS 2.0