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PRODUTOS

Bula do Detrusitol 2 Mg caixa com 28 comprimidos - pfizer


Dica de compra
Detrusitol® LA
tartarato de tolterodina
PARTE I
IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
Nome: Detrusitol® LA
Nome genérico: tartarato de tolterodina
Forma farmacêutica e apresentações:
Detrusitol® LA 4 mg em embalagens contendo 14 ou 28 cápsulas de liberação prolongada.
USO ADULTO
USO ORAL
Composição:
Cada cápsula de liberação prolongada de Detrusitol® LA 4 mg contém 4 mg de tartarato de
tolterodina equivalente a 2,74 mg de tolterodina base.
Excipientes: esferas de sacarose, hipromelose e surelease (água + polímero de etilcelulose).
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PARTE II
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) é indicado para o tratamento de bexiga
hiperativa, compreendendo os sintomas de urgência miccional, aumento na
freqüência de micções, com ou sem incontinência urinária por urgência em urinar.
Detrusitol® LA relaxa o músculo da bexiga, possibilitando diminuir a freqüência
urinária (“segurar” a urina por mais tempo antes de ir ao banheiro e aumentar a
quantidade de urina que sua bexiga pode suportar). O efeito do tratamento pode ser
esperado dentro de 4 semanas.
Detrusitol® LA deve ser conservado em temperatura ambiente (abaixo de 25ºC),
protegido da luz e umidade.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.
Detrusitol® LA deve ser usado durante a gravidez somente se o benefício potencial
para a mãe justificar o risco potencial para o feto.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após
seu término. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica.
Informe ao seu médico se estiver amamentando, pois o uso de Detrusitol® LA durante
o período de lactação deve ser evitado, uma vez que ainda não estão disponíveis
dados sobre a excreção deste fármaco no leite materno.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Se você esquecer de tomar sua(s) cápsula(s) no horário adequado, tome-a(s) assim
que lembrar, a menos que já esteja no horário de tomar a próxima. Continue a tomar
suas cápsulas como indicado pelo seu médico.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Se você não
observou qualquer efeito, imediato ou não, com o medicamento, consulte seu médico.
Se você estiver tomando outro medicamento como, por exemplo, tranqüilizantes ou
antidepressivos, informe ao seu médico.
É muito importante informar ao seu médico caso esteja utilizando outros
medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Detrusitol® LA.
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Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como boca seca,
dispepsia (má-digestão), diminuição do lacrimejamento, sinusite, reações alérgicas,
confusão, tontura, dor de cabeça, sonolência, visão anormal, olhos secos, vertigem,
rubor (vermelhidão) da pele, dor abdominal, constipação, flatulência (aumento na
eliminação de gases), refluxo gastroesofágico, disúria (dificuldade para urinar),
retenção urinária, fadiga, reações anafilactóides (reação alérgica grave),
desorientação, alucinações, distúrbio de memória, taquicardia (aumento da freqüência
cardíaca), palpitação, diarréia, angioedema e edema periférico (inchaço dos dedos,
mãos e/ou pés).
Foram relatados casos de piora dos sintomas de demência (por ex., confusão,
desorientação, delírio) após o início do tratamento com Detrusitol® LA em pacientes
tomando inibidores da colinesterase para o tratamento da demência.
Informe ao seu médico qualquer eventual sensibilidade ao tartarato de tolterodina ou
a outro componente da fórmula, bem como se você tem dificuldade na passagem da
urina e pequeno fluxo urinário ou se você tem distúrbios gastrintestinais que afetem a
passagem e a digestão do alimento. Informe ao seu médico se você apresenta
insuficiência renal ou hepática.
Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em
diabéticos.
Detrusitol® LA é contra-indicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade à
tolterodina ou a qualquer componente da fórmula; a pacientes com retenção urinária
ou gástrica; com glaucoma não-controlado de ângulo estreito (pressão alta dentro do
olho e dor nos olhos); miastenia grave; colite ulcerativa grave e megacólon tóxico.
Uma vez que Detrusitol® LA pode causar visão turva, vertigem, tontura ou sonolência,
sintomas que podem interferir nas habilidades físicas ou psíquicas necessárias para a
realização de tarefas potencialmente arriscadas como dirigir veículos e operar
máquinas, recomenda-se cautela ao paciente que estiver sob tratamento com este
medicamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
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PARTE III
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) é um antagonista competitivo específico dos
receptores muscarínicos que apresenta maior seletividade in vivo pela bexiga urinária do
que pelas glândulas salivares. Um dos metabólitos da tolterodina (derivado 5-hidroximetil)
apresenta perfil farmacológico semelhante ao do fármaco inalterado. Nos metabolizadores
rápidos, esse metabólito contribui significativamente para a ação terapêutica do fármaco
(vide “Propriedades Farmacocinéticas – Metabolismo”).
O efeito do tratamento pode ser esperado dentro de 4 semanas.
Foi estudado um total de 710 pacientes pediátricos (486 receberam tolterodina cápsulas de
liberação prolongada, 224 receberam placebo) entre 5-10 anos de idade com freqüência
urinária e incontinência de urgência em dois estudos de Fase 3, randomizados, duplo-cegos,
placebo-controlados, de 12 semanas de duração. A porcentagem de pacientes com
infecções do trato urinário foi mais alta em pacientes tratados com tolterodina cápsulas de
liberação prolongada (6,6%) do que em pacientes que receberam placebo (4,5%).
Comportamento agressivo, anormal e hiperativo e distúrbios de atenção ocorreram em 2,9%
das crianças tratadas com tolterodina cápsulas de liberação prolongada em comparação
com 0,9% das crianças tratadas com placebo.
No programa de Fase III, o endpoint primário foi a redução dos episódios de incontinência
por semana e os secundários foram as reduções na freqüência de micções a cada 24 horas
e aumento do volume médio por micção. Esses parâmetros são apresentados na tabela
seguinte.
Tabela 1: Efeito do tratamento com tolterodina cápsulas de liberação prolongada 4 mg/dia
após 12 semanas, comparado com placebo. Alteração absoluta e alteração percentual em
relação aos valores basais. A diferença do tratamento de Detrusitol® LA vs. placebo:
alteração média estimada dos mínimos quadrados e 95% de intervalo de confiança:
tolterodina
cápsulas de
liberação
prolongada
4 mg/dia
(n=507)
Placebo
(n=508)
Diferença no
tratamento vs.
Placebo: Alteração
média e IC 95%
Significância
estatística
vs. Placebo
(valor-p)
Número de episódios
de incontinência por
semana
-11,8
(-54%)
-6,9
(-28%)
-4,8
(-7,2; -2,5)*
<0,001
Número de micções
por 24 horas
-1,8
(-13%)
-1,2
(-8%)
-0,6
(-1.0; -0.2)
0,005
Volume médio por
micção (mL)
+34
(+27%)
+14
(+12%)
+20
(14; 26)
<0,001
* intervalo de confiança de 97,5% de acordo com Bonferroni
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Após 12 semanas de tratamento, 23,8% (121/507) dos pacientes no grupo de tolterodina
cápsulas de liberação prolongada e 15,7% (80/508) no grupo placebo, relataram que não
apresentaram ou apresentaram problemas mínimos de bexiga.
O efeito da tolterodina foi analisado em pacientes, através de avaliação urodinâmica nos
valores basais e, dependendo dos resultados urodinâmicos, eles foram alocados em grupos
urodinâmicos positivos (urgência motora) ou negativos (urgência sensorial). Dentro de cada
grupo, os pacientes foram randomizados para receber tolterodina ou placebo. O estudo não
proporcionou evidências convincentes que a tolterodina teve efeitos comparando-se ao
placebo em pacientes com urgência sensorial.
O efeito da tolterodina comprimidos de liberação imediata (Detrusitol®) 2 mg, 2 vezes ao dia
e 4 mg, 2 vezes ao dia, sobre o intervalo QT foi avaliado em um estudo cruzado de 4
modos, duplo-cego, placebo- e ativo-controlado (moxifloxacino 400 mg/dia) em voluntários
saudáveis do sexo masculino (n=25) e feminino (n=23) com idade entre 18-55 anos. Houve
uma representação aproximadamente igual de metabolizadores extensos e metabolizadores
fracos da CYP2D6. A dose de 4 mg, 2 vezes ao dia, de tolterodina de liberação imediata
(duas vezes a dose mais alta recomendada) foi escolhida porque esta dose resulta em uma
exposição à tolterodina semelhante à observada com a co-administração da tolterodina 2
mg, duas vezes ao dia, com inibidores potentes da CYP3A4 em pacientes que são
metabolizadores fracos da CYP2D6 (vide “Advertências e Precauções” e “Superdosagem”).
A Tabela 2 resume a alteração média dos valores basais para o estado de equilíbrio no
intervalo QT corrigido (QTcF de Fridericia e o QTcP população-específica) em relação ao
placebo no tempo do pico das concentrações da tolterodina (1 hora) e do moxifloxacino (2
horas). O intervalo QT foi medido manualmente e automaticamente, e são apresentados os
dados de ambos. O motivo da diferença entre as leituras automática e manual do intervalo
QT não é conhecido.
Tabela 2: Alteração média (IC) do intervalo QTc dos valores basais para o estado de
equilíbrio (4º dia de administração) no Tmáx (em relação ao placebo)
Fármaco/Dose n QTcF
(ms)
(manual)
QTcF
(ms)
(automático)
QTcP
(ms)
(manual)
QTcP
(ms)
(automático)
tolterodina 2
mg, 2x/dia1
48 5,01
(0,28; 9,74)
1,16
(-2,99; 5.30)
4,45
(-0,37; 9,26)
2,00
(-1,81; 5,81)
tolterodina 4
mg, 2x/dia1
48 11,84
(7,11; 16,58)
5,63
(1,48; 9,77)
10,31
(5,49; 15,12)
8,34
(4,53; 12,15)
moxifloxacino
400 mg/dia2
45 19,263
(15,49; 23,03)
8,903
(4,77; 13,03)
19,103
(15,32; 22,89)
9,29
(5,34; 13,24)
1 No Tmáx de 1 h: Intervalo de Confiança 95%
2 No Tmáx de 2 h: Intervalo de Confiança 90%
3 O efeito sobre o intervalo QT com 4 dias de administração de moxifloxacino neste estudo
QT pode ser maior que o tipicamente observado nos estudos QT.
O efeito QT da tolterodina comprimidos de liberação imediata pareceu ser maior para 8
mg/dia (duas vezes a dose terapêutica) em comparação com 4 mg/dia. O efeito da
tolterodina 8 mg/dia não foi tão grande quanto o observado após quatro dias de
administração terapêutica com o controle ativo de moxifloxacino.
Aparentemente, ocorreu um maior aumento do intervalo QTc nos metabolizadores fracos do
que nos metabolizadores extensos após o tratamento com a tolterodina neste estudo (vide
“Advertências e Precauções” e “Superdosagem”).
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Propriedades Farmacocinéticas
As cápsulas de liberação prolongada de tolterodina (Detrusitol® LA) possuem uma absorção
mais lenta do que comprimidos revestidos de tolterodina (Detrusitol®). Como resultado, a
concentração sérica máxima foi observada 4 horas (2-6) após a administração de
Detrusitol® LA. A meia-vida aparente da tolterodina em cápsulas de liberação prolongada é
cerca de 6 horas em metabolizadores rápidos e cerca de 10 horas em metabolizadores
lentos (sem CYP2D6). Concentrações do estado de equilíbrio são alcançadas dentro de 4
dias após a administração das cápsulas (Detrusitol® LA). Não há efeito dos alimentos na
biodisponibilidade das cápsulas (Detrusitol® LA).
Absorção
Após a administração oral, a tolterodina sofre metabolismo de primeira passagem catalisado
pela CYP2D6 no fígado, resultando na formação do derivado 5-hidroximetil, um metabólito
importante farmacologicamente equipotente. A biodisponibilidade absoluta da tolterodina é
de 17% em metabolizadores extensos, maioria dos pacientes, e de 65% em
metabolizadores fracos (sem CYP2D6).
A Cmáx e a AUC determinadas após a administração de tolterodina de liberação imediata
são dose-proporcionais acima do intervalo de 1 a 4 mg. Baseada na soma da concentração
sérica de tolterodina livre e do metabólito 5-hidroximetil, a AUC da tolterodina de liberação
prolongada, 4 mg diariamente, é equivalente a da tolterodina de liberação imediata 4 mg
(duas vezes ao dia). Os níveis de Cmáx e Cmín de Detrusitol® LA são aproximadamente
75% e 150%, respectivamente.
Distribuição
A tolterodina e seu metabólito 5-hidroximetil ligam-se principalmente à alfa-1-ácido
glicoproteína. As frações livres são de 3,7% e 36%, respectivamente. O volume de
distribuição da tolterodina é de 113 L.
Metabolismo
A tolterodina é amplamente metabolizada pelo fígado após administração oral. A principal
via metabólica é mediada pela enzima polimórfica CYP2D6 e leva a formação do metabólito
5-hidroximetil. Um metabolismo adicional resulta na formação do ácido 5-carboxílico e dos
metabólitos N-desalquilados do ácido 5-carboxílico, os quais respondem por 51% e 29% dos
metabólitos recuperados na urina, respectivamente. Um subgrupo (cerca de 7%) da
população não apresenta atividade da CYP2D6. A via identificada do metabolismo para
estes indivíduos (metabolizadores fracos) é a desalquilação via CYP3A4 à tolterodina Ndesalquilada,
a qual não contribui para o efeito clínico. O restante da população é
denominado como metabolizadores extensos. O clearance sistêmico da tolterodina em
metabolizadores extensos é de cerca de 30 L/h. Nos metabolizadores fracos, o clearance
reduzido resulta em concentrações séricas de tolterodina significativamente mais altas
(cerca de 7 vezes) e são observadas concentrações desprezíveis do metabólito 5-
hidroximetil.
O metabólito 5-hidroximetil é farmacologicamente ativo e equipotente à tolterodina. Devido a
diferenças nas características de ligação protéica da tolterodina e do metabólito 5-
hidroximetil, a exposição (AUC) da tolterodina livre em metabolizadores fracos é semelhante
à exposição combinada de tolterodina livre e do metabólito 5-hidroximetil em pacientes com
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atividade da CYP2D6 que receberam o mesmo esquema posológico. A segurança, a
tolerabilidade e a resposta clínica são semelhantes independentemente do fenótipo.
Excreção
A excreção da radioatividade após administração de [14C]-tolterodina é de
aproximadamente 77% na urina e de 17% nas fezes. Menos de 1% da dose é recuperada
como fármaco inalterado e cerca de 4%, como metabólito 5-hidroximetil. O metabólito
carboxilado e o desalquilado correspondente respondem por aproximadamente 51% e 29%
da recuperação urinária, respectivamente.
A farmacocinética é linear no intervalo posológico terapêutico.
Grupos Específicos de Pacientes
Insuficiência Hepática
Observa-se uma exposição 2 vezes maior de tolterodina livre e do metabólito 5-hidroximetil
em portadores de cirrose hepática (vide “Posologia - Uso em Insuficiência Hepática” e
“Advertências e Precauções”).
Insuficiência Renal
A exposição média de tolterodina livre e de seu metabólito 5-hidroximetil é duplicada em
pacientes com insuficiência renal grave (clearance de inulina GFR ≤ 30 mL/min). Os níveis
plasmáticos dos outros metabólitos foram acentuadamente aumentados (até 12 vezes)
nestes pacientes. A relevância clínica do aumento da exposição destes metabólitos é
desconhecida. Não existem dados sobre insuficiência renal leve a moderada (vide
“Posologia – Uso em Insuficiência Renal” e “Advertências e Precauções”).
Dados de Segurança Pré-Clínicos
Os estudos realizados não demonstraram efeitos clinicamente significantes no que diz
respeito à toxicidade, genotoxicidade e carcinogenicidade, exceto no que se relaciona à
ação farmacológica da tolterodina.
Os estudos de reprodução foram realizados em camundongos e coelhos.
Em camundongos, não houve efeito da tolterodina sobre a fertilidade ou função reprodutiva.
A tolterodina produziu morte e malformações embrionárias em exposições plasmáticas
(Cmáx ou AUC) 20 ou 7 vezes mais altas do que as observadas em humanos tratados.
Não foi observado efeito de malformação em coelhos, embora os estudos tenham sido
conduzidos em exposições plasmáticas 20 ou 3 vezes mais altas (Cmáx ou AUC) que as
esperadas em humanos tratados.
Redução do peso fetal, embrioletalidade e aumento da incidência de malformações fetais
foram observados em camundongos fêmeas prenhas tratadas com altas doses de
tolterodina.
A tolterodina, bem como seus metabólitos ativos humanos prolongam a duração do
potencial de ação (90% de repolarização) em fibras de Purkinje caninas (23 - 123 vezes os
níveis terapêuticos) e bloqueiam a corrente de K+ em canais (hERG - ether-a-go-go-related
gene) de genes humanos clonados (0,8 - 14,7 vezes os níveis terapêuticos). Em cães, foi
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observado prolongamento do intervalo QT após a aplicação da tolterodina e de seus
metabólitos humanos (5,1 - 62,7 vezes os níveis terapêuticos).
INDICAÇÕES
Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) é indicado para o tratamento de bexiga hiperativa,
com sintomas de urgência miccional, aumento na freqüência de micções, com ou sem urgeincontinência.
CONTRA-INDICAÇÕES
Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) é contra-indicado a pacientes com:
– Retenção urinária;
– Retenção gástrica;
– Glaucoma não-controlado de ângulo estreito;
– Miastenia grave;
– Colite ulcerativa grave;
– Megacólon tóxico;
– Hipersensibilidade conhecida à tolterodina ou a qualquer componente da fórmula.
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Geral
Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) deve ser administrado com cautela a pacientes com:
– Risco de retenção urinária;
– Risco de diminuição da motilidade gastrintestinal;
– Insuficiência renal (vide “Posologia – Uso em pacientes com insuficiência renal” e
“Propriedades Farmacocinéticas – Grupos de Pacientes Específicos”);
– Insuficiência hepática (vide “Posologia – Uso em pacientes com insuficiência hepática” e
“Propriedades Farmacocinéticas – Grupos de Pacientes Específicos”).
Em um estudo sobre o efeito de Detrusitol® no intervalo QT, o efeito sobre este pareceu ser
maior para 8 mg/dia (duas vezes a dose terapêutica) comparado com 4 mg/dia e foi mais
evidente em metabolizadores fracos do CYP2D6 do que em metabolizadores amplos (vide
“Propriedades Farmacodinâmicas”).
O efeito da tolterodina 8 mg/dia não foi maior do que o observado depois de quatro dias de
dosagem terapêutica com o controle ativo de moxifloxacino. Contudo, os intervalos de
confiança coincidiram.
Essas observações devem ser consideradas em decisões clínicas antes de prescrever
Detrusitol® LA para pacientes com:
• Prolongamento do intervalo QT congênito ou adquirido;
• Pacientes sendo tratados por medicações antiarrítmicas da Classe IA (por ex. quinidina,
procainamida) ou Classe III (por ex. amiodarona, sotalol).
Inibidores do CYP3A4
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A dose diária total recomendada de tolterodina para pacientes que estão utilizando
concomitantemente inibidores potentes do CYP3A4, como antibióticos macrolídeos
(eritromicina e claritromicina) ou agentes antifúngicos azólicos (cetoconazol, itraconazol e
miconazol) é de 2 mg (vide “Posologia – Uso com potentes inibidores do CYP3A4” e
“Interações Medicamentosas”).
Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em
diabéticos.
Uso em Crianças
A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.
Uso durante a Gravidez
Não foram conduzidos estudos em mulheres grávidas. Portanto, Detrusitol® LA deve ser
utilizado durante a gravidez somente se o benefício potencial para a mãe justificar o risco
potencial para o feto.
Detrusitol® LA é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez.
Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a Lactação
O uso de Detrusitol® LA durante o período de amamentação deve ser evitado, pois ainda
não estão disponíveis dados sobre a excreção deste fármaco no leite materno.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
Uma vez que agentes antimuscarínicos podem causar visão turva, vertigem, tontura ou
sonolência, sintomas que podem interferir nas habilidades físicas ou psíquicas necessárias
para a realização de tarefas potencialmente arriscadas como dirigir veículos e operar
máquinas, recomenda-se cautela ao paciente que estiver sob tratamento com este
medicamento.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
É possível a ocorrência de interações farmacocinéticas com outros fármacos que sofram
metabolização ou que inibam o citocromo P450 2D6 (CYP2D6) ou CYP3A4. O tratamento
concomitante com fluoxetina não resulta em interação clinicamente significante.
O cetoconazol, um potente inibidor da CYP3A4, aumenta significativamente as
concentrações plasmáticas de tolterodina quando co-administrado aos metabolizadores
fracos (por ex.: pessoas sem a rota metabólica CYP2D6). Para pacientes que utilizam
cetoconazol ou outros inibidores CYP3A4, a dose diária total recomendada é de 2 mg (vide
"Posologia – Uso com potentes inibidores do CYP3A4" e “Advertências e Precauções –
Inibidores CYP3A4”).
Os estudos clínicos realizados não demonstraram qualquer interação com varfarina ou
anticoncepcionais orais (etinilestradiol/levonorgestrel) combinados.
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Um estudo clínico com fármacos marcadores para as principais isoenzimas P450 não
evidenciou qualquer inibição da atividade do CYP2D6, 2C19, 2C9, 3A4 ou 1A2 pela
tolterodina.
REAÇÕES ADVERSAS
Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) pode causar efeitos antimuscarínicos de leves a
moderados, tais como boca seca, dispepsia e diminuição do lacrimejamento.
Ensaios clínicos: eventos adversos considerados potencialmente relacionados ao fármaco
a partir de estudos da tolterodina são fornecidos abaixo:
Infecções e Infestações: sinusite.
Sistema Imune: reações alérgicas.
Psiquiátrico: confusão.
Sistema Nervoso: tontura, dor de cabeça, sonolência.
Visão: visão anormal (incluindo acomodação anormal), olhos secos.
Ouvido e Labirinto: vertigem.
Vascular: pele ruborizada.
Gastrintestinal: boca seca, dor abdominal, constipação, dispepsia, flatulência, refluxo
gastroesofágico.
Renal e Urinário: disúria, retenção urinária.
Geral: fadiga.
Os eventos adversos seguintes foram relatados durante a experiência pós-comercialização:
Sistema Imune: reações anafilactóides.
Psiquiátrico: desorientação, alucinações.
Sistema Nervoso: distúrbio de memória.
Cardíaco: taquicardia, palpitações.
Gastrintestinal: diarréia.
Pele e Tecidos Subcutâneos: angioedema.
Geral: edema periférico.
Foram relatados casos de piora dos sintomas de demência (por ex., confusão,
desorientação, delírio) após o início do tratamento com Detrusitol® LA em pacientes
tomando inibidores da colinesterase para o tratamento de demência.
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POSOLOGIA
Geral
Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) cápsulas de liberação prolongada pode ser
administrado com ou sem alimentos e devem ser engolidas inteiras (vide “Propriedades
Farmacocinéticas”).
Adultos (incluindo idosos)
A dose diária total de Detrusitol® LA recomendada é de 4 mg em dose única diária. A dose
diária total pode ser diminuída para 2 mg baseado na tolerância individual.
Uso em pacientes com insuficiência renal
A dose diária total recomendada é de 2 mg (por ex. cápsulas de 2 mg uma vez ao dia) para
pacientes com insuficiência renal (vide “Advertências e Precauções”).
Uso em pacientes com insuficiência hepática
A dose diária total recomendada é de 2 mg (por ex. cápsulas de 2 mg uma vez ao dia) para
pacientes com insuficiência hepática (vide “Advertências e Precauções”).
Uso com potentes inibidores do CYP3A4
A dose diária total recomendada é de 2 mg (por ex. cápsulas de 2 mg uma vez ao dia) para
pacientes recebendo concomitantemente cetoconazol ou outro potente inibidor do CYP3A4
(vide “Advertências e Precauções – Inibidores CYP3A4” e “Interações Medicamentosas”).
SUPERDOSAGEM
A dose máxima administrada de Detrusitol® LA (tartarato de tolterodina) a voluntários foi de
12,8 mg de tolterodina, como dose única. Os efeitos adversos mais graves observados
foram distúrbios de acomodação visual e dificuldades de micção.
Superdosagem com tolterodina pode potencialmente resultar em efeitos antimuscarínicos
centrais graves e devem ser tratados adequadamente.
No caso de superdosagem de tolterodina, medidas de suporte padrão para gerenciar a
prolongamento do intervalo QT devem ser adotadas (vide “Advertências e Precauções” e
“Propriedades Farmacodinâmicas”)
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PARTE IV
MS – 1.0216.0172
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann – CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Nº de lote e data de validade: vide embalagem externa.
Produto fabricado por:
Cardinal Health
Winchester, Kentucky – EUA
Embalado por:
Pfizer Pharmaceuticals LLC
Caguas – Porto Rico
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2.270
Guarulhos – SP – CEP 07190-001
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
Fale Pfizer 0800-16-7575
www.pfizer.com.br